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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Escândalo da Petrobras pode respingar novamente no RN

A CPI da Petrobras e a investigação acerca dos contratos e da cobrança de propinas envolvendo obras como a implantação da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, podem respingar, mais uma vez, no Rio Grande do Norte.
O atual diretor administrativo e financeiro da Potigás, empresa de gás natural que tem como principais acionistas o Governo do Rio Grande do Norte e a Petrobras, Sérgio Jacques Mehl, foi diretor administrativo e financeiro da Refinaria Abreu e Lima no período de novembro 2008 a 2013, na gestão do diretor de Refino e Abastecimento, Paulo Roberto Costa, que negociou delação premiada em que denunciou deputados federais, senadores e governadores.
A CPI da Petrobras já solicitou cópias de processos e procedimentos de investigação da Controladoria Geral da União referentes à construção da refinaria em Pernambuco. A CPI está de olho em gastos com a elaboração do projeto e execução de obras de terraplenagem, serviços complementares e drenagem, arruamento e pavimentação da área da refinaria. Denúncias envolvem também a construção da interligação entre a refinaria Abreu e Lima e o píer do Projeto de Suape.
O contrato para esses serviços de preparação para a construção da refinaria, no valor inicial de R$ 429 milhões, chegou a um valor final de R$ 534 milhões.
Paulo Roberto Costa deixou a Petrobras em 2012 e Sergio Jacques continuou no cargo até 2013. Há cerca de três meses, Jacques foi indicado pela Petrobras para cuidar do setor administrativo e financeiro da Potigás.

BG