Atraso nas reformas, ciumeiras e avanço militar desgastam Guedes

Atraso nas reformas, ciumeiras e avanço militar desgastam Guedes
Foto: Marcelo Theobald/ Agência O Globo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, vive dias estressantes. Publicamente, teve de contornar a repercussão de duas falas desastradas -ter chamado o servidor público de parasita e associar a festa do dólar barato à ida de domésticas à Disney.

Nos bastidores, ainda precisou suportar mais um adiamento no envio da reforma administrativa para o Congresso e o avanço da influência dos militares nas decisões do Executivo.Consolida-se a percepção de que o próprio presidente Jair Bolsonaro e o núcleo militar não querem a reforma que mexe com os servidores. Cogitou-se, a contragosto de Guedes, que a proposta até fosse para a gaveta.

Após pressão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o governo voltou atrás. Mas o texto vem sendo revisto desde a sua entrega a Bolsonaro, em novembro, e o que se espera é uma versão final desidratada.O pano de fundo do vaivém é um realinhamento no jogo de forças do governo.Em termos de estrutura de comando, Guedes é um superministro.

A Economia, que reuniu praticamente cinco pastas de governos anteriores, ficou ainda maior neste mês com a incorporação da secretaria especial do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos, antes na Casa Civil). A avaliação de assessores presidenciais é que, apesar de já ter tantas áreas, o ministro tenta elevar sua ascendência sobre outros ministérios para aumentar a rede de aliados e de se blindar de críticas.

Guedes tentou, por exemplo, emplacar Rogério Marinho na Casa Civil. Mas Bolsonaro preferiu o general Braga Netto, candidato defendido pelos generais Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, e Augusto Heleno, do Gabinete da Segurança Institucional. Marinho ficou, então, com o posto de ministro do Desenvolvimento Regional. Essa escalação, no entanto, também não foi serena.

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