
Um tornado, classificado preliminarmente como de categoria F2 – com ventos entre 180 km/h e 250 km/h -, provocou destruição e mortes no município de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, nessa sexta-feira (7). De acordo com o Governo Estadual, em nota na manhã deste sábado (8), seis mortes já haviam sido confirmadas. Além disso, mais de 400 pessoas ficaram feridas. Duas pessoas estão desaparecidas.
Entre os mortos, cinco são de Rio Bonito do Iguaçu, sendo três homens com idades de 49, 57 e 83 anos, e duas mulheres, com idades de 14 e 47 anos. O sexto óbito já confirmado aconteceu em Guarapuava, sendo um homem de 53 anos.
Equipes regionais da Defesa Civil estadual, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar e Secretaria de Saúde foram mobilizadas para a cidade, que enfrenta uma situação de emergência. Outros órgãos estaduais e municipais também atuam no local para prestar atendimento às vítimas e avaliar os danos. Hospitais da região de Laranjeiras do Sul, Guarapuava e Cascavel estão mobilizados para o atendimento às vítimas.
Diversos imóveis, incluindo residências, comércios e prédios públicos, sofreram destelhamentos — muitos deles totais. Houve ainda colapsos estruturais, danos à malha viária e à rede elétrica, o que deixou parte da população sem energia.
A Defesa Civil estima que cerca de 10 mil pessoas tenham sido impactadas pelos ventos. Até o momento, 28 pessoas estão desabrigadas e 1.000 desalojadas. Os desabrigados estão sendo encaminhados a abrigos montados no município vizinho de Laranjeiras do Sul, onde foi disponibilizado transporte emergencial.
Segundo o governo do estado, as equipes seguem em atendimento e prosseguem com os levantamentos para mensurar a extensão total dos estragos.
Outras cidades atingidas na região:
Calamidade pública
O governador Carlos Massa Ratinho Junior decretou ( Decreto 11.838/2025 ) neste sábado (8), estado de calamidade pública em Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, após o tornado que atingiu cerca de 90% das residências e prédios comerciais do município, provocando seis mortes até o momento. O governador está na cidade acompanhando o trabalho da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e das equipes estaduais que prestam atendimento à população e fazem o levantamento dos danos à infraestrutura.
“Desde o início dos primeiros casos relatados pela população, a gente já começou a movimentar as equipes do Interior e também da Capital, principalmente para atender a população desabrigada. Ao longo da noite, também acionamos os hospitais da região, deslocamos ambulâncias para Cascavel e tropas de Londrina e Cascavel para reforçar os atendimentos. Por volta das 4h da manhã, foram chegando mais equipes”, afirmou o governador.
“Agora estamos aqui para fazer o levantamento local da infraestrutura atingida. Como cerca de 90% da cidade foi afetada, decretei o estado de calamidade pública, que nos permite dar mais celeridade aos atendimentos e à liberação de recursos. Já determinei que a Cohapar estude estratégias para a reconstrução das moradias e estamos preparando alojamentos para garantir o amparo às famílias”, completou Ratinho Junior.
O decreto de calamidade pública é uma medida administrativa que reconhece oficialmente a gravidade da situação em um município ou região. Ele permite que o governo estadual adote procedimentos emergenciais, como a dispensa de licitações, a mobilização imediata de recursos e o pedido de apoio federal. O objetivo é acelerar a resposta às situações de desastre e dar suporte mais rápido à população atingida.
Agência Brasil