
Na região metropolitana do Recife, os casos mais graves ocorreram nos bairros de Dois Unidos, na capital, e Passarinho, em Olinda. No Recife, o deslizamento de uma barreira destruiu uma residência e matou uma mulher de 24 anos e o filho dela. O pai da criança e a filha do casal, de um ano, foram socorridos em estado grave. Já em Olinda, outro deslizamento atingiu cinco casas e resultou na morte de uma jovem de 20 anos e do filho dela, de seis meses, que foram soterrados.
As chuvas intensas dificultaram as operações de resgate ao longo do dia, com solo encharcado e risco de novos deslizamentos. Equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e moradores atuaram no salvamento de vítimas. Pelo menos 55 pessoas e quatro animais foram resgatados de áreas alagadas, principalmente em comunidades ribeirinhas.
Na capital pernambucana, o volume acumulado chegou a 175 mm, enquanto em Goiana, na Mata Norte, ultrapassou os 200 mm em 24 horas, equivalente a quase um mês de chuva. O impacto obrigou centenas de moradores a deixarem suas casas. Mais de mil pessoas estão fora de casa no estado, com cerca de 900 abrigadas em estruturas temporárias.
Diante da situação, o governo federal anunciou apoio emergencial às áreas afetadas, com envio de equipes da Defesa Civil Nacional para reforçar o atendimento. Ao todo, 23 abrigos foram ativados em Pernambuco para receber famílias desalojadas.
Na Paraíba, o cenário também é de preocupação. O governo estadual anunciou a decretação de calamidade pública após chuvas que causaram alagamentos, danos estruturais e o rompimento parcial de uma ponte no município de Ingá. A medida busca acelerar ações emergenciais e garantir assistência às cidades mais afetadas.
Dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) indicam volumes expressivos em municípios como Alhandra (191 mm), Pilar (170 mm) e São José dos Ramos (128 mm), com índices que superam os maiores registros dos últimos 30 anos. Equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e órgãos de infraestrutura atuam em campo para atender ocorrências e avaliar os danos.
Diversas rodovias estaduais foram interditadas devido a problemas estruturais, incluindo trechos das PB-032, PB-054 e PB-066, além de acessos entre municípios da Zona da Mata paraibana. As autoridades seguem em alerta diante da previsão de continuidade das chuvas, com risco de novos transtornos na região.
Com informações do G1
TRIBUNA DO NORTE